segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Feelings

Numa época de muito sentimentalismo e pouca sensibilidade quantas vezes nos esquecemos de se colocar no lugar do outro demonstrando empatia e cordialidade? Há uma frase muito comum que diz "todas as pessoas com quem você interage estão enfrentando batalhas das quais você nada sabe à respeito"... não basta ser gentil, há de ser humano.
Quantas vezes por não compreender as situações enfrentadas pelo próximo além de não ajudar ainda atrapalhamos? E pior, de propósito. Nem sempre estamos em condições psicológicas e emocionais suficientes para dar o suporte necessário mas, se não pudermos fazer isso  temos o dever de não interferir. Quando alguém está numa forte batalha não podemos nós ser o motivo de uma guerra perdida.
Aprender que o próximo tem uma realidade interior que pode diferir da sua e respeitar isso, é o princípio para uma convivência pacífica... plena! Não é sobre arrumar desculpas prontas, é sobre dar ao outro o benefício da dúvida... é sobre não fazer julgamentos... nunca!
Num dia qualquer... um sorriso, um abraço, um gesto que simbolize um "eu me importo" pode ser a razão para o outro continuar em frente; do mesmo modo a rudeza, a inveja, a fofoca e a ignorância podem minar a esperança de todos à volta e contaminar mais rápido que a capacidade de reparação, que costuma ser lenta e deve ser precisa.
Em determinado momento, podemos sentir exaustos de se doar pois o fluxo de retorno parece escasso; a memória das pessoas representa ser tão curta... esquecem fácil das coisas boas que experienciaram, das gentilezas que receberam, dos gestos de carinho e demonstrações de importância que receberam... sim, o esgotamento é inevitável; Mas aí entra em cena a sabedoria de um velho mestre que há tempos já orientava "não vos canseis de fazer o bem" (2Ts 3:13), se permitirmos que a nossa fé se abale pela ingratidão e pelas investidas maldosas, nos tornaremos apenas mais um doente qualquer jogado na sarjeta da vida... implorando por carinho, querendo atenção, esperando um amor que não pode ser dado por quem não o tem.
No fim todos nós temos feridas causadas pela caminhada, todos lidamos com situações que nos desafiam a cada dia à evolução e, quem pode dizer que mudanças profundas não são profundamente doloridas? Quem pode calçar os sapatos do outro sem as responsabilidades de ser?
Ninguém é melhor que ninguém e, se alguém se sente assim deve ser considerado o mais miserável dos seres. Superioridade é naturalmente concedida ao homem que, sábio tem ciência de sua insignificância e da brevidade de sua existência.




Nostalgia

Como falar em amor e não se ver preso em uma sessão infinda de nostalgia? Em um momento inesperado, sem nenhuma razão aparente... um som, uma brisa... as vezes um sorriso ou até mesmo uma lágrima trazem à tona momentos deveras significativos. Imediatamente as recordações das pessoas que fizeram diferença e marcaram sua vida invadem a mente fazendo com que o coração seja tomado por um profundo carinho e desconsolação. Ser obrigado a aceitar que tudo tem seu tempo.. aceitar que as pessoas também tem seu tempo como todo o resto. Infelizmente, saber que que devemos esperar menos das pessoas não diminui a frustração do sentimento não recíproco.
Nos apegamos à como o outro nos faz sentir, criamos um modelo ideal e perfeito de relacionamento humano e nos vemos frustrados quando nos deparamos brutal realidade... de que o outro pode não sentir igual, de que existem vias de mão única... de que o carinho pode não ter a mesma intensidade... de que pode não haver amor... nem reciprocidade. 
Vem à tona cada palavra de incentivo, cada desabafo cansado, o silêncio compartilhado, as risadas por motivo algum... momentos finitos que parecem ter sido feitos apenas para ser guardados na memória. Olhar ao redor e se ver sozinho já não é mais uma surpresa, é somente a constatação de um ciclo sem fim... ser deixado de lado quando por algum motivo não possui mais utilidade é o que fazemos com as coisas pelas quais não desenvolvemos afeição verdadeira, não é isso?
A tristeza insiste em querer roubar a cena da gratidão pela existência dos bons momentos, mas ela é refutada com a ajuda da razão. Não que isso sempre seja possível, não que fique mais fácil lidar com a decepção de que "as mais belas pessoas são aquelas que não conhecemos bem"... não que faça alguma diferença lidar com a dor de perder alguém que você amou ou descobrir que nunca foi realmente amado de volta mas, a pureza do que se sentiu não deve se perder jamais.
Numa fase de aparentes finais e recomeços, é normal o lamento por todos que a vida levou; devemos nos permitir sofrer a dor do luto por aqueles que infelizmente não estão mais partilhando conosco a caminhada. Mas, como em uma guerra perde-se vários amigos durante a batalha... vencer se torna uma questão de honra, para fazer valer a pena toda a dor e sacrifícios que a vida impôs. Devemos procurar entender que tudo tem seu porque e aceitar que esse mesmo caminho tem curvas, quem sabe numa dessas os caminhos não voltem a se cruzar em novo capítulo?



domingo, 14 de janeiro de 2018

O Tempo das Coisas

Cada vez fica mais claro que de fato tudo tem seu tempo e todas as as coisas estão interligadas. É assombroso como diversas situações podem ser "previstas" apenas analisando seu contexto... pensando bem ate mesmo as que são extremamente surpreendentes podem ser calculadas; cobrindo todas as possibilidades, a unica pergunta por responder seria apenas -Quando?
Se olharmos à volta e possivelmente até para nós mesmos podemos, em uma análise rápida, ponderar vários pontos sobre situações do nosso cotidiano... aquele relacionamento que há tempos dá indícios de seu fracasso, aquela pessoa que continua tomando decisões que a levam à lugares em que já disse não gostar de estar... mentiras, segredos, interesses... jogos que tem um desfecho bem definido se forem levados até o fim.
É difícil observar pessoas que amamos tomando caminhos e assumindo riscos desnecessários... mas isso faz parte de viver não é mesmo? Quantas vezes nós mesmos já tomamos decisões que outras pessoas consideraram insensatas? Tudo isso torna mais doloroso ainda ter que aceitar que todos são livres para fazer escolhas, o que tentamos ignorar ardentemente é que apesar disso ainda somos reféns das consequências... Quando não há mais nada a ser feito, essa é a hora de parar de tentar e deixar que o destino cumpra seu curso...
Abrir mão de um relacionamento também é amor, saber a hora de deixar a pessoa seguir seu caminho, esperar que encontre o seu melhor, desejar que seja feliz com suas escolhas... Talvez pior parte nisso tudo seja reconhecer que nem todos que amamos estarão conosco ao longo de toda a caminhada... como disse no início, tudo tem seu tempo...
Esse mesmo tempo molda as pessoas, muda as pessoas... O ser humano está em constante transformação, nossas mais variadas experiências, independente da intensidade, vão deixando traços que compõe a nossa personalidade e ditam nosso comportamento ao decorrer da vida; algumas coisas são facilmente alteradas porém as experiências mais profundas são as que de fato constroem nosso caráter. É necessária toda maturidade quanto possível para superar os fins e se abrir para novos começos, principalmente para pôr os fins necessários e criar os começos que queremos. Somos reféns somente das consequências de nossas escolhas, não de como as experiências nos moldaram.
Olhando apenas por esse prisma vamos estar presos em um loop de angustia e resignação, mas podemos escolher pensar como um passe de liberdade para ambos os lados. Liberdade que nos faz estar à vontade com nossas próprias escolhas e com as do próximo. 
Se algum dia a dor de aceitar que nós não somos 'os outros" vai diminuir? Não sei! Mas com o tempo aprendemos a respeitar esse espaço e deixar de olhar na direção que nos prende aos problemas das pessoas ao nosso redor.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Como é difícil olhar de fora e entender o que se passa dentro...
É praticamente impossível para um par compreender completamente um impar.
São tantos demônios a serem domados, tantas negociações a se fazer, muitas concessões todos os dias... Há muitos jogos a serem jogados, acordos a serem fechados, tréguas e batalhas a serem travadas, mas ignoram que a guerra só termina com a morte do adversário.
Existem diversas maneiras de se lidar com as feridas da alma... algumas cicatrizam outras não... mas o que realmente importa é que a marca estará sempre ali, lembrando que você jamais será par, nem com seus pares. Lembrando que independente do que você, não há nada que possa mudar o passado ou fazer a dor ir embora de uma vez por todas.
É dividir o aluguel com um monstro sem direito a despejo. É ter que aprender a lidar com o monstro pois no fundo ele é tão vítima quanto você... É entender que ele É você!
Cada qual com a sua própria ferida tenta tratar as suas dores das mais diversas maneiras... não, eles jamais entenderão! Não cabe a ninguém julgar , nunca saberemos completamente os motivos que fazem alguém ser quem é fazer o que faz. Nunca sentiremos na pele a intensidade da dor que dilacera a sua alma... que o faz pensar nas piores coisas possíveis... que justifica sua falta de controle....
O olhar aberto nos permite observar um mundo paralelo... não belo... um mundo extremamente feio de doentes, feridos, machucados...de loucos... onde a maioria não tem cura... parte desses nem sabe que precisa de ajuda, outra parte não a quer e, apenas uma pequena porcentagem reúne todas as forças para se manter à tona e sob controle de si mesmo. Esses procuram manter a sanidade a qualquer custo e não se entregar... esses são os verdadeiros guerreiros! Os que merecem viver acima de qualquer outro pois, sabem exatamente o valor da vida e lutam por ela com unhas e dentes.
Não... não significa que eles nunca tentam pensando e até tentado desistir mas, está na sua veia continuar a qualquer custo... vivem pelo desafio de viver... pela adrenalina... porque ninguém mais conseguiria sob tais circunstâncias... 
É piedoso a forma com que as pessoas se esforçam pela empatia mas, jamais saberão de fato o que vai na alma desse forasteiro que se esforça para manter a normalidade e se encaixar numa sociedade que de fato não o comporta.
Os pares nunca saberão quão impar é a pessoa que os acompanha.
Talvez a única forma de ser verdadeiramente liberto, seja se aceitando da maneira que conseguir, fazendo acordos conforme a necessidade e se permitindo alguns jogos, escolhendo sua batalhas... negociando consigo mesmo. Reconhecer em cada impar a sua singularidade e aceitando isso também como seu fosse a si mesmo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Be happy

Quem foi que disse que para ser feliz, nunca se deve sentir triste... ou insatisfeito... ou deprimido?
Há quem diga que só se pode atingir a felicidade e realização absoluta se permitindo... A vida é feita de escolhas dizem... então porque não escolher tudo? A felicidade tem a definição que damos a ela.
No caminho em busca da plenitude da alma aprendemos que não é necessário disfarçar as infelicidades. É apenas se permitir sofrer quando necessário pois isso faz parte do sentir... da humanidade, e dar valor ao que realmente importa focando nas coisas boas da vida.
Tem sido comum as pessoas dividirem com qualquer um suas angustias e dificuldades, no entanto percebe-se que quem opta por sorrir e guardar suas aflições para si é julgado pelos demais. A partir disso nos sentimos impelidos e até forçados a uma intimidade constrangedora; só porque a maioria se põe em situação vulnerável, não significa que temos que fazer, também é uma questão de escolha o que partilhar com os demais.
Por que não se pode sorrir todos os dias? Falam por aí que isso é infelicidade disfarçada mas, é hilário pensar em pessoas usando seus moldes sujos de derrotas para tentar enquadrar os demais. Uma coisa é a experiência que se tem e a ânsia de ajudar quem nos importamos... mas, há uma coisa que se chama respeito e repeitar é compreender que cada um tem sua história de vida, tem batalhas que não conhecemos e que provavelmente nunca vamos conhecer; respeitar é saber que o outro tem direto à escolhas e está além do nosso poder de atuação mudar isso. Respeitar é aceitar sem julgamentos. Há o momento de apoiar e aconselhar, se isto lhe for pedido... mas, a decisão final sempre será do outro.
Quando não lhe faltam bons motivos para sorrir... porque não focar neles para ser feliz na maior parte do tempo possível? O que eles veem de fora e torcem para que haja algo errado pois é impossível que seja verdade... é melhor ainda vivendo! O que a sociedade pode chamar de vida de aparências... definimos hoje como feliz!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Devoção

O carro entrou lentamente no estacionamento da praça e suavemente parou na vaga que lhe proporcionava o seu ângulo favorito do lugar. Tinha que entender... porque insiste em ficar próximo de pessoas que não lhe fazem bem?
É... faz parte do seu joguinho psicológico particular... aquele velho jogo de poder que ele teima em propor à si mesmo porém, sem nenhum propósito aparente. É deveras curioso esse gosto macabro por alternar entre os papéis de vítima e algoz dentro da própria mente.
Parte dessa loucura provém da crença de que, pode tocar as pessoas; da ânsia em marcá-las de forma que ele será lembrado para sempre... ele quer ser único de algum modo na vida dos que lhe são caros, e por isso procura o tempo todo fazer o que nenhuma outra pessoa faria. Acorda todos os dias e levanta para entregar o seu melhor, sai disposto a surpreender... comover... se doar... é isso que faz, é quem ele é. No entanto, se sente esgotado por investir em relações que na maioria das vezes não agregam nada em sua vida. É como uma via de mão única.
É claro, todos fazemos concessões o tempo todo para nos relacionarmos com as pessoas ao redor, afinal o contrário também é verdade... faz parte da política da boa vizinhança. Porém, deveria partir do principio que nem todos serão seus amigos íntimos, pois as pessoas exercem funções distintas na vida da gente conforme permitimos e aprender a lidar com essa ideia. Mas então porque, insiste em consentir adentrar sua privacidade pessoas que não mereciam estar lá? O duelo continua...
Sente-se impelido à iniciar um processo de desintoxicação... precisa começar internamente e expandir, alcançando tudo que considera relevante. Não é necessário se obrigar... nem se submeter à relacionamentos superficiais... muito menos ser escravo de suas próprias curiosidades e satisfações pessoais. Não, ele tem que estabelecer limites e entender em quais momentos se deixar levar por seus caprichos mentais, aprender a identificar quando está sendo prejudicado pelas suas escolhas. Tem que saber identificar o que de fato lhe trará satisfação... de quem a presença o fará crescer como pessoa... como ser humano... 
Sim, sente que é primordial e urgente se blindar, se preservar e instituir relações realmente profundas apenas com quem prova ser digno de confiança, quem comprova legítimo interesse em quem ele é de fato, que compreende seus dilemas e suas dúvidas pois também está cheio delas... num cenário sem julgamentos, sem falsos pudores, sem hipocrisia... 
Sabe que tudo isso não acontece de repente... confiança é fruto de muita dedicação no cultivo. Vínculos autênticos são construídos sob bases sólidas de amizade sincera... de amor puro e simples... e, é só através dele que se pode alcançar relacionamentos plenos e duradouros. 
Ele deseja intimamente poder ir à um baile sem máscaras e se divertir como nunca; poder se sentir realizado, apenas por desfrutar da companhia das pessoas que escolheu para estar junto...
Ele anseia unicamente pela energia que recarrega, que impulsiona... está exausto da negatividade sugando sua juventude, das cobranças desnecessárias, dos julgamentos precipitados! Definitivamente não precisa disso.
A cada pensamento desenrolado, uma certeza... já encontrou a reciprocidade! Ela é sublime e acompanha os realmente livres!
Lentamente começa a manobrar para ir embora... A sociedade exige que sejamos bondosos e gentis à seus moldes, numa definição imunda que beneficia apenas alguns muito interessados em que nos comportemos "adequadamente"... Mas, não... Para ele, a perigosa liberdade não será fatal, será a chave do seu sucesso pessoal.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

She

Ela é aquela pessoa irresistível que tem o poder de aparecer em qualquer lugar em que ele esteja.
Não importa o que se faça, nem pra onde se corra... ela está ali, esperando pacientemente pela sua atenção...
Sabe que é ignorada porém, tem consciência que uma inserção ou outra alguma hora será assimilada. Não tem pressa alguma...quase como quem degusta um cigarro, é assim que ela aguarda...
Quase como se fosse possível, ele a vê em todos os lugares, mesmo após momentos felizes se faz presente... como quem diz "isso é uma farsa! Você só será feliz se aceitar vir comigo!"
Ela é nojenta e repulsiva, ao mesmo tempo linda e adorável.. costuma lhe dizer com carinho que entende seu cansaço. Por vezes, afaga seu rosto para ajudar a enxugar as lágrimas que ela mesmo fez cair.
Os dois são amantes desde tempos imemoráveis mas, ele sabe que ela o manipula... atrai, seduz... para depois destrui-lo por completo como fez e faz com tantos outros. Ela não é fiel, e se orgulha disso!
Muitos tem uma concepção equivocada sobre como ela se apresenta; ela te envolve, te inebria, te oferece tudo que você sempre quis... Se ela mente? Não sei! Mas tem horas que a vontade de sucumbir aos seus olhos reluzentes, à sua paciência invejável é tão intensa que por alguns segundos esquecemos sua origem e seu objetivo final.
É fato, ela flerta com ele todos os dias e... ao seu menor descuido, irá tomá-lo para si...e então, não será de mais ninguém!

sábado, 16 de setembro de 2017

Um brinde ao Imprevisível!

O que te surpreende?... Um abraço inesperado? uma atenção que não julga merecer? um presente? Uma mensagem de bom dia? O que te faz sentir especial?
Todos os dias nos deparamos com pequenos gestos e atitudes que podem impactar de forma positiva nossas vidas, nos cabe estarmos atentos aos sinais de carinho e admiração que as pessoas demonstram por nós e, se deixar ser nutrido por esse afeto espontâneo e sincero. Quantas vezes já não perdemos a oportunidade de viver plenamente momentos felizes simplesmente por não reconhece-los? 
Deveríamos dar uma pausa na correria diária à cada uma dessas interrupções, e a aproveitar para fazer além de uma recarga de energia, uma auto-reflexão sobre como temos conduzido nossos relacionamentos interpessoais... sobre como damos mais "valor" ao que nos acontece de ruim ou à quem nos decepciona do que à todos os outros que nos querem bem e nos amam das mais diversas maneiras. Sobre como gostamos de olhar para a grama do vizinho que sempre parece mais verde...
Até quando nosso foco será voltado para as relações mesquinhas? até quando permitiremos que o desprezo de alguns cause uma devastação em nossas almas? até quando seremos violados em nosso próprio sentimento?...Até quando vamos alimentar expectativas de reciprocidade em relações em que o carinho é unilateral?... 
Não...não podemos! Não podemos deixar ser invadidos por emoções que não são inerentes à nossa essência...  Não devemos deixar que situações que podem ser insignificantes nos causem abalos estruturais! Não podemos perder a inocência no olhar, a pureza do sentimento, a nobreza da fé das pessoas! Não devemos deixar que nos roubem a alegria em estar vivo!
Te convido... à fazer uma recarga lenta de energia à cada momento especial no dia-a-dia, por mais simples que pareça ser... se nutrir do carinho e afeição que nos são dispensados e, criar uma barreira para que não estejamos tão vulneráveis às decepções. Dar um novo significado aos detalhes extraordinários que só conseguem ser vistos por olhos que estejam alertas à grandiosidade deles. Te convido... Me convido... a dar real valor às coisas e pessoas que nos completam, que nos fazem sentir bem, que nos transformam a cada dia no melhor que podemos ser.


terça-feira, 16 de maio de 2017

O Segredo do Sucesso

O que você tem feito para mudar seu destino? Quais escolhas tem feito pra alterar uma realidade que não é o que planejou para si mesmo?
Você é o que fizeram de você ou o que fez com o que fizeram de você? 
Ao observar os demais em suas lutas diárias, você aprende com seus erros ou arruma desculpas para seu fracasso pessoal?
Enquanto não admitirmos que nosso desempenho enquanto ser humano depende apenas de nós mesmos, seremos apenas projetos falidos daquilo que poderíamos ter sido.
Devemos ser a mudança que queremos ver...na sociedade, nas pessoas!
Com atitudes pautadas em honra e justiça não há nada que não possamos conquistar, basta querer!
Quando falo em trilhar o caminho mais fácil e chegar onde todos chegam, porque não escolher o outro caminho que, apesar de mais sinuoso e árduo vai te levar ao sucesso, à realização, ao conhecimento? Sobretudo, conhecimento de si mesmo.
Não é sobre oportunidade é sobre persistência; não é sobre ter muitas opções, é sobre não ter nenhuma; não é sobre sorte é sobre guerra constante.
Por diversas vezes em nossas vidas nos deparamos com a possibilidade e liberdade de escolher o que faremos que, tornará nossa existência mais significativa. Cada decisão que tomamos no passado ou, que tomaremos hoje irá refletir em nosso futuro e, de formas que nem imaginamos ser possíveis.
Não é sobre se prostrar, é sobre ser resiliente!
Antes de falarmos que não tivemos oportunidades na vida, deveríamos refletir sobre quantas dessas nós desperdiçamos...sobre quanta ajuda já tivemos, as vezes de pessoas que guardaram suas próprias lutas no bolso para nos proporcionar o auxilio e apoio que não tiveram.
Não é sobre sucesso repentino, é sobre chorar à noite com tantos problemas pra resolver que espantam o sono e, acordar pela manhã se obrigando a sobreviver por mais uma dia.
Será que de fato somos justos quando fazemos outras pessoas carregarem cargas que deveriam ser nossas? Ou quando as fazemos pensar que somos incapazes de assumir responsabilidades?
Não é sobre cair, é sobre sempre se levantar; não é sobre ser ajudado é sobre ser um guerreiro, um sobrevivente!
Até quando seremos covardes o bastante pra culpar situações externas por questões que são puramente internas? Até quando vamos choramingar pelos cantos, mendigando coisas que seriam insignificantes caso tivéssemos hombridade suficiente pra irmos atrás do que queremos conquistar?
Somos todos capazes de alcançar os objetivos à que nos dispusermos, desde que tenhamos foco e perseverança. Não há limites para o que podemos suportar e superar. Desistir nos primeiros obstáculos? Isso é coisa para fracassados! O pior deles é o que se deixa vencer, aceita o título que as dificuldades lhe impõem, abaixa a cabeça e, soberbo não reconhece que é mais doloroso recomeçar diversas vezes do que se deixar moldar de uma vez por todas.
Não. Definitivamente não é sobre maldição, é sobre ser tão abençoado que consegue aprender cada lição mesmo com dor e lágrimas pois sabe que as alegrias compensam em proporção dobrada. É saber sacrificar um momento e em troca ganhar vários deles.
Não temos o costume de tentar nos colocar no lugar do outro mas, se pudêssemos fazer isso por apenas um minuto, saberíamos que as pessoas bem sucedidas desse mundo são as mais calejadas, são aquelas que aprenderam à duras penas o preço do sucesso.

domingo, 5 de março de 2017

Valorize

É incrível quantas coisas estamos dispostos a pagar para consertar e, quando alguém vem e recupera espontaneamente, por muitas vezes não tem de nós nada além de uma gratidão momentânea, superficial. Mas, não vamos falar sobre gratidão propriamente dita e sim, sobre valorização.
Porque será que damos mais valor ao que um estranho ou não tão próximos fazem e "desprezamos" o que fazem por nós aqueles que nos são mais íntimos? (Parentes, parceiros e amigos)...
Ao pensar no quanto já magoamos por achar que um pessoa de fora tem uma visão privilegiada do todo, tento mensurar toda a dor que causamos aos que amamos.
Não! ninguém tem obrigação de estar aos nossos pés o tempo todo, cuidando do nosso bem-estar; não temos o direito de exigir nada do outro e se, mesmo assim o fazem, devem ser mais valorizados e amados ainda. Gostamos que as pessoas estejam à disposição para nos atender mas, e nós? o que temos oferecido em troca além de uma gratidão mesquinha? Temos dado o devido valor à quem amamos?
Tudo isso fala do amor que desprendem à nós e, nós aos demais. Todos já fizemos "favores", gentilezas e coisas que demandaram as vezes muito esforço para serem alcançados para então poder dispor ao outro; sim, quem ama de verdade não se importa com os obstáculos mas, e o outro? o que não dá valor, o que explora? o que acha merece ser servido por todos e nunca tem nada para oferecer?
Parecemos viver ultimamente um regime de exploração, onde os hospedeiros oferecem tudo de si e se vêem abandonados quando a morte por inanição afetiva se aproxima.
Volto a repetir, amar também é dizer não as vezes e, que poder há no não! Existem nuances para quem ama incondicionalmente, há muitas faces do amor e, proporcionar o aprendizado para aqueles que não conseguem se desenvolver tendo todo o suporte necessário, talvez seja o mais doloroso (...o amor tudo suporta - ICo13:7) porém, essencial.
Chega um momento em que trabalhar pelo outro já não adianta mais, ele vai ter que aprender por si mesmo as lições que a vida precisa ensinar...porque não quis aprender, ignorou as orientações de quem o amava e/ou não valorizou o auxílio que recebeu.